terça-feira, 24 de janeiro de 2012
EU E A TEMPESTADE!
Eu e a tempestade!
A tempestade irrompe sem trégua,
Silêncio quebrado pelo trovão...
Escuridão mesclando-se á relâmpagos...
Imobilidade e movimento!
O que sou eu diante da tempestade?
Quem sou eu?
Bastavam umas palavras meigas,
Uma caricia suave,
Um beijo molhado, no lóbulo da orelha...
Olhares trocados!
Mas não...
Vieste como se nem tivesse vindo,
Olhando-me com olhos vagos...
Apenas para implodir meu coração,
Sob a fúria duma inesperada tempestade...
Prenúncio da solidão!
Edvaldo Rosa
www.sacpaixao.net
24/01/2012
O HOMEM BÁSICO.
O homem básico.
Numa das muitas discussões familiares, num tom mais de conversa do que de briga, minha esposa disse-me: - Gostaria que você fosse um homem básico!
Tentei entender-lhe o sentido da frase, questionando o que seria um homem básico...
Seus argumentos foram os de que eu aos 50 anos enveredo-me por novos caminhos, procurando por novas oportunidades na vida, ora trabalhando, ora estudando, e pouco fico em casa ao seu lado... Assim, penso eu, um homem básico seria aquele que se assenta, aquieta-se, e vai curtindo mais a vida ao lado da esposa...
Sei, sinto, que um relacionamento a dois é complicado, onde tenta-se equilibrar vontades por vezes conflitantes, expectativas de vida diferentes... E onde um consenso é por vários motivos uma benção, uma dádiva!
Vim de um tempo onde o homem era o provedor da casa, e por desempenhar tal papel não raro se privava de um contato mais próximo aos seus, que não significava falta de amor e carinho, mas comprometimento, responsabilidade... Sei também que os tempos mudaram...
Mas sinto que esta mudança não foi em nada favorável ao homem... Existe uma grave crise de identidade, onde os papéis femininos se realçam e os masculinos parecem que esmaecem... E os dois ora se confundem, ora se descaracterizam!
Por outro lado, na sociedade em que vivemos ninguém pode se acomodar, achando que o que sabe é suficiente... E que suas competências nunca serão questionadas... E aqui encontramos um ponto que deveria ser bem observado; a inter-relação entre o social e o privado se confundem, o trato familiar e expectativas profissionais se conflitam...
Não ser um homem básico em meu pensar, afasta-me da mesmice de vidas contemporâneas, de homens por vezes fadados a comodismos, vendo a vida passar, escorrendo entre seus dedos, sem fazerem alguma diferença... Diferença esta, que nem seja para outros verem, mas mais importante, seja intimamente sentida, que traga felicidade e prazer, por mais que sejam; a felicidade e o prazer, efemérides...
Num outro modo de ver, não ser um homem básico, possibilitou-me a realização de sonhos que nem mesmo em minha mais tenra idade ousará imaginar...
Reinventei-me várias vezes!
Como uma Fênix surgida de suas próprias cinzas...
E isso foi bom!
E isso sempre será bom, até o momento em que os ventos da vida não soprarem as minhas cinzas para o outro lado de lá... E assim, não possam se reagrupar aqui neste hemisfério conhecido da existência!
Mas afora estas considerações que faço, imputo-me ainda características bem básicas, talvez mal percebidas pela minha companheira de vida e de estrada; somos casados, um homem e uma mulher em comunhão, conseguimos ter nossos cinco filhos homens, trabalhando, cuidando com suas próprias forças de suas vidas, alguns com esposas, e filhos... Temos um teto, comida na mesa, e algumas vezes saímos de casa, eu e ela, para um passeio... Tirando alguma conotação de conservadorismo em meu pensar, embora conservar o que é bom não traga nenhum mal, não sou um homem básico?
Para a paixão o estar perto é fundamental...
Mas de que adianta um estar que no intimo se ausenta, se aliena, não se valoriza, não busca para si uma realização maior, que de alguma forma traga bem estar para outros, e que implique em melhor valorizar quem esta ao seu lado, numa mesma estrada, num, quase, mesmo destino?
Para o amor, significar presença, em vários aspectos, é amar!
Edvaldo Rosa
www.sacpaixao.net
24/01/2012
Numa das muitas discussões familiares, num tom mais de conversa do que de briga, minha esposa disse-me: - Gostaria que você fosse um homem básico!
Tentei entender-lhe o sentido da frase, questionando o que seria um homem básico...
Seus argumentos foram os de que eu aos 50 anos enveredo-me por novos caminhos, procurando por novas oportunidades na vida, ora trabalhando, ora estudando, e pouco fico em casa ao seu lado... Assim, penso eu, um homem básico seria aquele que se assenta, aquieta-se, e vai curtindo mais a vida ao lado da esposa...
Sei, sinto, que um relacionamento a dois é complicado, onde tenta-se equilibrar vontades por vezes conflitantes, expectativas de vida diferentes... E onde um consenso é por vários motivos uma benção, uma dádiva!
Vim de um tempo onde o homem era o provedor da casa, e por desempenhar tal papel não raro se privava de um contato mais próximo aos seus, que não significava falta de amor e carinho, mas comprometimento, responsabilidade... Sei também que os tempos mudaram...
Mas sinto que esta mudança não foi em nada favorável ao homem... Existe uma grave crise de identidade, onde os papéis femininos se realçam e os masculinos parecem que esmaecem... E os dois ora se confundem, ora se descaracterizam!
Por outro lado, na sociedade em que vivemos ninguém pode se acomodar, achando que o que sabe é suficiente... E que suas competências nunca serão questionadas... E aqui encontramos um ponto que deveria ser bem observado; a inter-relação entre o social e o privado se confundem, o trato familiar e expectativas profissionais se conflitam...
Não ser um homem básico em meu pensar, afasta-me da mesmice de vidas contemporâneas, de homens por vezes fadados a comodismos, vendo a vida passar, escorrendo entre seus dedos, sem fazerem alguma diferença... Diferença esta, que nem seja para outros verem, mas mais importante, seja intimamente sentida, que traga felicidade e prazer, por mais que sejam; a felicidade e o prazer, efemérides...
Num outro modo de ver, não ser um homem básico, possibilitou-me a realização de sonhos que nem mesmo em minha mais tenra idade ousará imaginar...
Reinventei-me várias vezes!
Como uma Fênix surgida de suas próprias cinzas...
E isso foi bom!
E isso sempre será bom, até o momento em que os ventos da vida não soprarem as minhas cinzas para o outro lado de lá... E assim, não possam se reagrupar aqui neste hemisfério conhecido da existência!
Mas afora estas considerações que faço, imputo-me ainda características bem básicas, talvez mal percebidas pela minha companheira de vida e de estrada; somos casados, um homem e uma mulher em comunhão, conseguimos ter nossos cinco filhos homens, trabalhando, cuidando com suas próprias forças de suas vidas, alguns com esposas, e filhos... Temos um teto, comida na mesa, e algumas vezes saímos de casa, eu e ela, para um passeio... Tirando alguma conotação de conservadorismo em meu pensar, embora conservar o que é bom não traga nenhum mal, não sou um homem básico?
Para a paixão o estar perto é fundamental...
Mas de que adianta um estar que no intimo se ausenta, se aliena, não se valoriza, não busca para si uma realização maior, que de alguma forma traga bem estar para outros, e que implique em melhor valorizar quem esta ao seu lado, numa mesma estrada, num, quase, mesmo destino?
Para o amor, significar presença, em vários aspectos, é amar!
Edvaldo Rosa
www.sacpaixao.net
24/01/2012
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Amor & Paixão Mensagens...
Amor & Paixão Mensagens...
Eu adorei este site e estou fazendo divulgação, um singelo apoio ao amigo Rodrigo Lima.
Eu adorei este site e estou fazendo divulgação, um singelo apoio ao amigo Rodrigo Lima.
sexta-feira, 4 de novembro de 2011
PRISIONEIRA DA PAIXÃO... Rogério Miranda, O poeta da paz / Edvaldo Rosa
PRISIONEIRA DA PAIXÃO...
E assim tu viajaste
entre rosas e espinhos
e foi onde encontrastes
perdida em teus sonhos
Suas palavras são metade
não faladas e presas em seu silencio
de uma verdade
maldita que se perdeu no precipício...
fostes prisioneira de tua paixão
não ouviste a tua intuição
e agora choras uma dor ferida
depois de um adeus sem despedida....
Fonte de recordações
acordam-te para chorar
inundando-te de emoções
que te deixa sem pensar...
Rogério Miranda
Poeta da paz
Prisioneiro da paixão...
Meus passos, cruzam espaços marcados,
Meus gestos são calculados,
Minha voz assume o tom de teus ouvidos,
Meus olhos não veem alêm dos teus...
Meus braços não se abrem, mais ou alêm de ti...
Sou assim, atado ao teu querer!
Tuas vontades residem dentro de mim...
Mas, mesmo assim, desconfias de meus cuidados!
Não nota, nem vê, que te quero mesmo assim...
Sou prisioneiro de teu corpo!
Outros não me encantam, como o teu!
Sou inteiramente teu,
E esta prisão será o meu fim...
Sou prisioneiro de minha paixão,
Cela, fria, solitária,
Enquanto você vive em brancas nuvens,
De forma plena!
Quando verás que não tenho forças,
Para procurar as chaves desta cela?
Para opor-me as tais algemas,
Que enfeitam as mãos um tanto trêmulas...
Que só se endereçam a ti!
Edvaldo Rosa
03/11/2011
www.sacpaixao.net
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
quarta-feira, 19 de outubro de 2011
MELHORES DA POESIA BRASILEIRA 2011
MELHORES DA POESIA BRASILEIRA 2011
LISTA OFICIAL MELHORES DA POESIA BRASILEIRA
Boa noite a todos,!
Estamos divulgando a lista oficial dos participantes do livro MELHORES DA POESIA BRASILEIRA, foi uma tarefa dificil, recebemos mais de 400 e-mails, muitos poemas maravilhosos, muita gente de valor não conseguiu participar, mas ano que vem surgirá outra oportunidade para os que ficaram de fora desta vez. Parabéns a todos os poetas participantes, Parabéns a você poeta que fará parte deste livro. Aguardo minibiografia de todos vocês com máximo de 20 linhas e uma foto de rosto em alta revolução, em breve enviarei modelo de autorização para publicação dos poemas.
Um grande abraço a todos e um bom feriado!
Jane Rossi e Monica Rosenberg
1 - Adelaide Ortiz - A Primavera do Amor
2 - Afonso Estebanez - EU SEI QUANDO TU VENS
3 - Alzira Andrade - GRATIDÃO
4 - AMARILIS PAZINI AIRES - Poema da Vida
5 - Antônio Poeta - Versos Lívidos
6 - Ataíde Lemos - O coração
7 - Beth Barreto - CERTEZA
8 - Brenda Mar(que)s Pena - Violação
9 - Cáh Brasileiro - Procura
10 - Clau Assi - VESTIMENTA
11 - Cláudia Vidinhas - ALMA SOLITÁRIA
12 - Cler Ruwer - Perfil
13 - Clevane Pessoa - Aos que se amam, in/comuns de dois gêneros
14 - Celina Vasques - Gotas de Mar...
15 - Conceição Bentes - Exílio
16 - Dyandreia Portugal - Confiança em Tempos de Esperança
17 - Dolandmay - METAFÍSICO
18 - Dorothy de Castro - SÚPLICA POETICA
19 - Edvaldo Rosa - EU TE AMO AINDA...
20 - Elciomoraes - TUDO É POSSÍVEL
21 - Elisabeth Zamboneti Rylko - BEBE - MENINA DOS OLHOS
22 - Emilia de Paula - UM BANCO VAZIO
23 - Eugenio Santana - BLUE FISH
24 - Fabio Ramos - ESPEREI, ETERNA EM MIM
25 - FABIEM CHAZAK!! - DESEJOS
26 - Fatinha Mussato - A MULHER DE MEIAS
27 - Fernando Alberto Salinas Couto - INDEPENDÊNCIA OU MORTE
28 - Flor de Esperança - AMANHECER À FLOR DA PELE
29 - Francis Perot - A geografia do seu corpo
30 - Geninha® - Tua Poesia
31 - Guida Linhares - AUTÓGRAFO DE DEUS
32 - Helena Frontini - Um dia, talvez...
33 - Homenino Poeta - Borboletas Azuis
34 - Hortência Lopes - VOCÊ É A METADE DO MEU CORAÇÂO
35 - Iza*Bel Marques Fernandes - Por Amor
36 - J. Udine - SETEMBRO PRIMAVERIL EM DEUS.
37 - Janaina Rossi - PERFEITO E IMPERFEITO
38 - Jane Rossi - CORAÇÃO! CORAÇÃO!
39 - Jenario de Fatima - Disfarce
40 - Joana Rodrigues - Presságios
41 - Joaquim Moncks - AMIGO
42 - Jorge Luiz Vargas - Caderno de poesia
43 - José Antônio Gama de Souza-Balzac - AMORES
44 - José Bonifácio - O PERFUME DO AMOR
45 - José Rodrigues - A Praia
46 - José Sarto - Saudade
47 - Júlio Teixeira - Fuga
48 - Leila Ullmann - O espelho
49 - Lucia Helena Pereira - A DOCE LÁGRIMA
50 - Kátia Pérola - Nossos segredos
51 - Maia de Melo Lopo - PARTIDA
52 - Machado de Carlos - Almas que Voltam
53 - Maria Helena de Oliveira - Quem agora sou ?
54 - Maria Helena Sleutjes - MOMENTO
55 - Maria Moreira (a Conceição). - Quem somos?
56 - Marcello dos Anjos - Sou um homem...
57 - MÁRCIA ROCHA - Anjo
58 - Márcia Sanchez Luz - Turbilhão no céu (soneto 091)
59 - Marco Antonio Orsi - SONHOS DE VERÃO
60 - Marcos Gacê - ILHA-ME
61 - Marta Bittencourt - SONHO INFINITO!AMOR REALIZADO!
62 - Marta Peres - A casa do Lago
63 - Manuel Nunes – Loucopoeta - INSPIRAÇÃO
64 - Manuel Paulo - Tolerância Máxima
65 - Maria Regina Zinatto - CICATRIZES
66 - Marisa Pasternak(Anjopoesia) - RETORNA
67 - Marisa de Medeiros - Universo de amor...
68 - Miriam Lorente Rodrigues –Mi – TEU SER
69 - Mirian Warttusch - ONDE A POESIA FEZ MORADA
70 - Monica Rosenberg - Casa Caiada
71 - Neide Cardoso - ADEUS AMOR
72 - Neneca Barbosa - Pedra Bruta
72 - Nice Ventura - Apaixonados
73 - Oswaldo Antônio Begiato - DESAPONTAMENTO
75 - O. Vasconcelos - MÃOS E PRECES
76 - Paulo Alvarenga - Separação
77 - Pedro Costa - INSEGURANÇA
78 - Raimundo Nonato - Anjo
79 - Regina Pessoa - QUEM ME DERA SE ASAS TIVESSE
80 - Regina Kreft - A PRIMAVERA
81 - Rô Lopes - Grito sem Voz
82 - Rosane Silveira - Canção do eterno amanhecer
83 - Rosângela de Souza Goldoni - ESSA TAL FELICIDADE
84 - Roldão Aires - Segrêdo de Amor
85 - Sa de Freitas - RASTROS DE POETA
86 - Saulo Campos - ROSAS AFRICANAS
87 - Santaroza - AMOR
88 - Scoffeald Mik - Olhares e desejos
89 - Sergio Augusto Severo Maranhão - RUMOS
90 - SIMONE CRISTINA DA SILVA - Inverno
91 - Soninha Nunes - POETA ESQUECIDO
92 - Télio Diniz - PRAZER, SAUDADE
93 - Tânia Diniz - Desamada
94 - Teresa Improta Monnier - ENTREGUE-SE
95 - Terezinha Oliveira - Filha da Alma
96 - Terezinha Werson - TENTO SER SÁBIA
97 - Valquiria Cordeiro - O que me fascina são os olhos.
98 - Washington Ramos - Eu te amo
99 - VALDECK ALMEIDA DE JESUS - Meu título
100 - ZEZA MARQUETI - A OLHOS NÚS
quinta-feira, 6 de outubro de 2011
ACRÓSTICO PARA FERNADA XEREZ
Foto Fernanda Xerez
ACRÓSTICO PARA FERNADA XEREZ
F eixe de luz bailando no ar,
E ncantamento, puro encantamento...
R aio de luz penetrante, intenso!
N ave em que todos tem seu lugar...
A té onde a vista alcança, e além...
D ádiva de Deus, feito mulher, feito amiga!
A presença constante, em que podemos confiar!
X eque-mate no jogo da vida!
E la Fernada Xeres, nos anima na caminhada,
R espaldando-nos nas tempestades, ombro a ombro...
E nvolvendo-nos com amor e com respeito,
Z elo e carinho, em louvar a presença de Deus em nós!
Edvaldo Rosa
06/10/2011
AMIZADE VIRTUAL...
Ilustração de Nanci Laurino
Amizade virtual...
A amizade nasce do acaso?
Nasce no ocaso da solidão!
Quando o olhar toca a emoção!
Quando corações e almas se irmanam...
Quando estranhos se reconhecem
como irmãos...
A amizade virtual não tem corpo,
não tem braços, nem tem mãos...
Ela é um sentimento, uma sensação
que paira no ciber espaço!
A amizade virtual cria laços...
Tão forte quanto os laços de sangue...
É uma luz que brilha cintilante,
enquanto penetra a solidão de nossos quartos...
E de nosso coração!
Edvaldo Rosa
06/10/2011
Amizade virtual...
A amizade nasce do acaso?
Nasce no ocaso da solidão!
Quando o olhar toca a emoção!
Quando corações e almas se irmanam...
Quando estranhos se reconhecem
como irmãos...
A amizade virtual não tem corpo,
não tem braços, nem tem mãos...
Ela é um sentimento, uma sensação
que paira no ciber espaço!
A amizade virtual cria laços...
Tão forte quanto os laços de sangue...
É uma luz que brilha cintilante,
enquanto penetra a solidão de nossos quartos...
E de nosso coração!
Edvaldo Rosa
06/10/2011
quarta-feira, 5 de outubro de 2011
EQUILÍBRIO... GLÓRIA SALLES / EDVALDO ROSA
“Equilíbrio...”
.
No compasso dos sonhos meu coração caminha
Contudo o concreto é que doutrina meu mundo
A realidade austera refina a acepção da alma
Filtrando em frases emudecidas, meus sentidos...
.
A voracidade dos passos rompe, alarga fronteiras
Intensificando as chances para saltos e arroubos
Entretanto os pés fincados num tempo sagrado
Decepam o afã que germina no coração avarandado...
.
Simulo avanço, ainda que seja indelével a tortura.
Burlar o tempo ensaiando este desdém no olhar
Apostando dar substancia a inspiração que tenho
De dar à poesia e a vida, o som do acalanto...
.
Para viver o equilíbrio sou suficientemente intensa
Propiciando fina suavidade as letras dos meus versos
Se quiser, removo as ataduras desse sentir truncado
E exonero a peneira do tempo que passa lento...
Glória Salles
Flórida Paulista
Equilíbrio?
Não sei ao certo o que é isso...
Talvez... Dependurar-me ante o precipício, sem deixar-me tragar...
Quem sabe medir as palavras, e o que sinto...
Talvez... Calar?
Só sei que vivo! E vivo amo, um amar intenso...
Só sei que me encontro suspenso... No ar...
Buscando por amar, a palavra exata e o silêncio!
Por amor, o ato, que seja certeiro e manso...
Forte e meigo!
Sei que vivo num redemoinho insano,
Tentando fincar os passos nos espaços do caminho,
Pisando/tateando realidades e sonhos...
Equilíbrio...
Será que é isso?
Edvaldo Rosa
São Paulo - Capital
.
No compasso dos sonhos meu coração caminha
Contudo o concreto é que doutrina meu mundo
A realidade austera refina a acepção da alma
Filtrando em frases emudecidas, meus sentidos...
.
A voracidade dos passos rompe, alarga fronteiras
Intensificando as chances para saltos e arroubos
Entretanto os pés fincados num tempo sagrado
Decepam o afã que germina no coração avarandado...
.
Simulo avanço, ainda que seja indelével a tortura.
Burlar o tempo ensaiando este desdém no olhar
Apostando dar substancia a inspiração que tenho
De dar à poesia e a vida, o som do acalanto...
.
Para viver o equilíbrio sou suficientemente intensa
Propiciando fina suavidade as letras dos meus versos
Se quiser, removo as ataduras desse sentir truncado
E exonero a peneira do tempo que passa lento...
Glória Salles
Flórida Paulista
Equilíbrio?
Não sei ao certo o que é isso...
Talvez... Dependurar-me ante o precipício, sem deixar-me tragar...
Quem sabe medir as palavras, e o que sinto...
Talvez... Calar?
Só sei que vivo! E vivo amo, um amar intenso...
Só sei que me encontro suspenso... No ar...
Buscando por amar, a palavra exata e o silêncio!
Por amor, o ato, que seja certeiro e manso...
Forte e meigo!
Sei que vivo num redemoinho insano,
Tentando fincar os passos nos espaços do caminho,
Pisando/tateando realidades e sonhos...
Equilíbrio...
Será que é isso?
Edvaldo Rosa
São Paulo - Capital
O QUE É A POESIA? CARLOS SILVA / EDVALDO ROSA
O QUE É A POESIA?
Autor: Carlos Silva
A poesia é o modo mais sagrado e mais estranho de achegar-se a Deus.
É a gota d'agua viva, necessária pro viver.
É o rejuvenescer da floresta numa manhã de outono, é deixar se banhar, pelos filetes de raios de sol teimosos por entre as folhas, caídas onde o verso ampara e sustenta o sopro suave da brisa do pensamento.
È tentar traduzir-se, numa imersão d'alma.
A poesia é essa incompreensão onde todos dizem algo, mas ninguém é capaz de discernir o que realmente é a poesia, pois o sentir do viver é por si só uma grata poesia.
É um resto de mim, em vários pedaços de Eus, tácitos, confusos, alertas, despertos, nuns ajuntados de mins.É o invento da filologia, que nem Freud, Newton ou Shakespeare, seriam capazes de nutrir as mentes "perguntantes" pois nem mesmo eles, poderiam explicitamente dizer, o que é a poesia.
È um fardo leve, nos pesados caprichos das palavras soltas, que prendem a atenção de quem pratica a poesia.
Tentem compreender um poeta, e juntem-se ás filas dos que almejam uma vaga nos manicômios.
Carlos Silva - Um resto de toco queimado, um taco de verso emanado, um vate num verso narrado, um escrevedor misturante das palavras, um filólogo amatutado, formado na escola da vida, diplomado nas esquinas, entre putas, bêbados e loucos boêmios a ávidos por viver a bendita poesia.
O QUE É A POESIA?
Edvaldo Rosa
A poesia é uma busca da alma em expressar-se, usando da melhor forma os materiais que tem a mão, as palavras, para este fim... Usa as palavras em construções elaboradas e em construções despretensiosas buscando fazer-se entender...
A poesia assim ultrapassa as barreiras conceituais inerentes da palavra escrita, buscando definir e descrever, entre outros fins, o que apreende da vida, através da decantação de seus sentidos... É um esforço humano de expressar o que lhe toca a sensibilidade da alma! E suas inquietações...
A poesia ao mesmo tempo em que denota uma realidade palpável, assume inúmeras conotações diante de um leitor atento, ativo. Pois, a sua própria vivência soma-se á poesia lida, fazendo com que ela já não seja a mesma, em significado, de quando foi elaborada!
Um poeta é um artesão que escolhe certas palavras em detrimento de outras para o fim de construir a sua poesia... E assim, cria “uma tapeçaria” com textura, matizes, própria e inerente aquele momento de sua elaboração... Mas um poeta tem controle absoluto sobre a sua criação? A poesia não assume novos aspectos consoantes a cada um de seus novos leitores ativos?
A poesia é quase sempre, uma tentativa de se ver o mundo sob outra ótica; aquela que enxerga um algo a mais em tudo!
Ela tem em si vários elementos que concorrem para a sua elaboração; sentimentos, necessidades, elementos oriundos do meio em que o poeta vive; culturais, sociais, dos quais faz um apanhado, uma síntese... Ou ainda é uma abstração, um produto do imaginário...
Seja como for, a poesia transcende a própria natureza que lhe deu forma!
Ainda mais, quando pensamos que ler é fazer uma colheita misteriosamente prazerosa!
E para acirrar esta conversa sobre o poeta e a poesia, transcrevo uma citação que a muito me intriga: “O poeta usa as palavras para definir, descrever e expressar um universo para o qual as palavras não foram feitas.” De Mustafá Ali Kanso – Poeta de Curitiba.
Se o poeta usa de meios inadequados para fazer-se entender, quanto ao que sente, quanto ao que vê, o faz da mesma forma que todos os homens desde a Gênese, tateia inconscientemente, com sentidos inaptos a própria consciência de Deus!
Edvaldo Rosa, poeta da cidade de São Paulo quase sempre cinzenta, nem sempre fria, nem acalorada... Que busca na poesia um modo a mais de olhar a própria vida, e o que esta realidade citadina, faz com ela!
Sobre os autores citados nestes comentários:
Carlos Silva – Poeta, Repentista, Cantor
www.aloartista.com
www.traquejo.com.br
Poetas Del Mundo
www.becodospoetas.com.br
Email para contato: carlossilvampb@yahoo.com.br
Edvaldo Rosa – Poeta, escritor
www.sacpaixao.net
http://edvaldorosa.blogspot.com
http://www.recantodasletras.com.br/autores/edvaldo
www.becodospoetas.com.br
Mustafá Ali Kanso – Poeta de Curitiba
Organizador da Oficina Literária de André Carneiro
Contato: prof.musta@gmail.com
Autor: Carlos Silva
A poesia é o modo mais sagrado e mais estranho de achegar-se a Deus.
É a gota d'agua viva, necessária pro viver.
É o rejuvenescer da floresta numa manhã de outono, é deixar se banhar, pelos filetes de raios de sol teimosos por entre as folhas, caídas onde o verso ampara e sustenta o sopro suave da brisa do pensamento.
È tentar traduzir-se, numa imersão d'alma.
A poesia é essa incompreensão onde todos dizem algo, mas ninguém é capaz de discernir o que realmente é a poesia, pois o sentir do viver é por si só uma grata poesia.
É um resto de mim, em vários pedaços de Eus, tácitos, confusos, alertas, despertos, nuns ajuntados de mins.É o invento da filologia, que nem Freud, Newton ou Shakespeare, seriam capazes de nutrir as mentes "perguntantes" pois nem mesmo eles, poderiam explicitamente dizer, o que é a poesia.
È um fardo leve, nos pesados caprichos das palavras soltas, que prendem a atenção de quem pratica a poesia.
Tentem compreender um poeta, e juntem-se ás filas dos que almejam uma vaga nos manicômios.
Carlos Silva - Um resto de toco queimado, um taco de verso emanado, um vate num verso narrado, um escrevedor misturante das palavras, um filólogo amatutado, formado na escola da vida, diplomado nas esquinas, entre putas, bêbados e loucos boêmios a ávidos por viver a bendita poesia.
O QUE É A POESIA?
Edvaldo Rosa
A poesia é uma busca da alma em expressar-se, usando da melhor forma os materiais que tem a mão, as palavras, para este fim... Usa as palavras em construções elaboradas e em construções despretensiosas buscando fazer-se entender...
A poesia assim ultrapassa as barreiras conceituais inerentes da palavra escrita, buscando definir e descrever, entre outros fins, o que apreende da vida, através da decantação de seus sentidos... É um esforço humano de expressar o que lhe toca a sensibilidade da alma! E suas inquietações...
A poesia ao mesmo tempo em que denota uma realidade palpável, assume inúmeras conotações diante de um leitor atento, ativo. Pois, a sua própria vivência soma-se á poesia lida, fazendo com que ela já não seja a mesma, em significado, de quando foi elaborada!
Um poeta é um artesão que escolhe certas palavras em detrimento de outras para o fim de construir a sua poesia... E assim, cria “uma tapeçaria” com textura, matizes, própria e inerente aquele momento de sua elaboração... Mas um poeta tem controle absoluto sobre a sua criação? A poesia não assume novos aspectos consoantes a cada um de seus novos leitores ativos?
A poesia é quase sempre, uma tentativa de se ver o mundo sob outra ótica; aquela que enxerga um algo a mais em tudo!
Ela tem em si vários elementos que concorrem para a sua elaboração; sentimentos, necessidades, elementos oriundos do meio em que o poeta vive; culturais, sociais, dos quais faz um apanhado, uma síntese... Ou ainda é uma abstração, um produto do imaginário...
Seja como for, a poesia transcende a própria natureza que lhe deu forma!
Ainda mais, quando pensamos que ler é fazer uma colheita misteriosamente prazerosa!
E para acirrar esta conversa sobre o poeta e a poesia, transcrevo uma citação que a muito me intriga: “O poeta usa as palavras para definir, descrever e expressar um universo para o qual as palavras não foram feitas.” De Mustafá Ali Kanso – Poeta de Curitiba.
Se o poeta usa de meios inadequados para fazer-se entender, quanto ao que sente, quanto ao que vê, o faz da mesma forma que todos os homens desde a Gênese, tateia inconscientemente, com sentidos inaptos a própria consciência de Deus!
Edvaldo Rosa, poeta da cidade de São Paulo quase sempre cinzenta, nem sempre fria, nem acalorada... Que busca na poesia um modo a mais de olhar a própria vida, e o que esta realidade citadina, faz com ela!
Sobre os autores citados nestes comentários:
Carlos Silva – Poeta, Repentista, Cantor
www.aloartista.com
www.traquejo.com.br
Poetas Del Mundo
www.becodospoetas.com.br
Email para contato: carlossilvampb@yahoo.com.br
Edvaldo Rosa – Poeta, escritor
www.sacpaixao.net
http://edvaldorosa.blogspot.com
http://www.recantodasletras.com.br/autores/edvaldo
www.becodospoetas.com.br
Mustafá Ali Kanso – Poeta de Curitiba
Organizador da Oficina Literária de André Carneiro
Contato: prof.musta@gmail.com
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